Cercada de vida por todos os lados
E com uma porção de morte me pesando nos ombros
Não, não há culpa em minha alma
E sim, apenas uma herança maldita correndo em minhas veias
Meu sangue, meu antepassados
Quase posso vê-los dançando na brisa do verão
Sendo iluminados pela chama fria do sol da meia-noite
O brilho azul celeste de suas almas purificadas
E o mundo para enquanto me junto a eles
Por alguns momentos, lágrimas e saudade deixam de existir
E enquanto estou lá, observo a minha própria imagem
Como em um espelho que reflete a alma
Como uma enorme sombra pesando aos ombros
Alguém que nasceu marcada
E à minha frente, passado e futuro se entrelaçam
Se encontram, se abraçam em uma teia de confusões
Chegada a hora, sem qualquer chance de resignação
O azul-celeste vai ficando mais turvo
E mais...
E a brisa de verão sopra mais lentamente
E mais...
E a escuridão vem apagar qualquer vestígio desse devaneio
Um sopro, um suspiro, um sonho!
Um fio de suor, a respiração pesada
E uma voz de algum antepassado sussurrava:
“Vá, e eternize esse momento.”
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