sábado, 19 de janeiro de 2013

Eclipse



 
Certa vez, a Lua apaixonou-se pelo Sol. Dentre todos os corpos celestes no universo, para ela, nenhum possuía um brilho tão resplandecente e uma energia e luz tão ofuscantes.
 A pequena Lua, do contrário, não possuía sua luz própria. Costumava viver solitária na escuridão, apenas alimentando seus próprios fantasmas do passado, implorando em seus pensamentos que alguém a salvasse de tais.
 E então o amor floresceu nela. Diante do brilho do majestoso Sol, ela também parecia iluminar-se. O Sol, com seu calor aconchegante, envolvendo facilmente todos á sua órbita. A Lua, refletindo tal luminosidade em forma de uma tez pálida, emitindo fracos raios brancos, puros e serenos condizentes com seu amor pelo astro rei.
 Porém no amor, nem tudo são flores.
 O Sol estava sempre centrado em si próprio, sempre no mesmo local, parecendo sequer notar a existência da pequena Lua. Parecia inalcançável para ela. Parecia muita ousadia da parte da Lua desejar algo tão magnífico quanto o Sol.
 E o amor começou a doer. Na ausência da energia do grande Sol, a Lua voltava a ser aquela coisinha insignificante, medíocre, mergulhada nas trevas. Apenas mais uma em um milhão, apenas esperando e ansiando a hora de rever seu amor platônico na esperança de que este um dia pudesse envolvê-la com seu calor por completo.
 E sabe de uma coisa?
 Você é o meu Sol. Meu grande e majestoso Sol, meu Astro Rei, é quem me torna uma pessoa iluminada e feliz. Eu sou sua Lua e aqui vou me manter em sua órbita até que esse amor se esgote ou, quem sabe, você me aceite ao seu lado e assim possamos ter nosso eterno eclipse.

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